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Fim do Fim

27 fevereiro 2013


Sem mensagens de bom dia. Sem abraços apertados. Sem beijos calorosos. Sem nada. FIM. Podia terminar assim nossa história. Mas, tudo que é bom tem que durar. E por incrível que pareça, ta durando. Ta durando menos de um minuto aquele beijo no cinema. Ta durando aquele abraço apertado de despedida, mesmo sabendo que amanha nos veríamos de novo. Apesar de saber que não durou até hoje. DECEPÇÃO. Que palavra forte. Sempre acontece comigo, tudo e todos me decepcionam, mais não esperava isso de você, não de você. Nem a chuva, está tão forte, quanto as lagrimas que estão saindo dos meus olhos. Nem o Sol, está tão forte, quanto a dor do meu coração que está queimando, ou quanto meu sangue que está fervendo. Será que é raiva? Talvez. Vai saber. 
Parei na porta do meu quarto. E lembrei das palavras que ecoam no meu cérebro sempre que penso em você. ''Estamos dando um tempo pra nós mesmos''. Não queria pensar em você. Não queria mandar uma mensagem para o seu celular, para ter certeza que você ainda está por perto, mas quando você respondesse ia dizer que foi engano. Não queria passar na porta da sua casa, só para ter certeza que você está bem, talvez ótimo sem mim.  Não queria pensar no amanhã, ou no hoje, porque eu sabia que ia ser do mesmo jeito de ontem.
''Fica bem'', oh nossa, até parece que duas palavras, vão limpar as lagrimas que estão no meu rosto, borrando a maquiagem que passei horas preparando, para que minha mãe não percebesse que estava sofrendo, ou que tudo tinha acabado entre a gente. Se ela soubesse ela ficaria decepcionada com você. E não podia, não devia. Como reação, a tantos sentimentos, aumentei o som do notebook. A nova musica do David Guetta, Titanium estourava meus ouvidos, os fones de ouvido estavam no máximo. Sera que assim pararia de pensar em você? Não obtive resposta. 

AUTOR DO DIA: A IMPONTUALIDADE DO AMOR

29 agosto 2012




Você está sozinho. Você e a torcida do Flamengo. Em frente a tevê, devora dois pacotes de Doritos enquanto espera o telefone tocar. Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em folha. 
Trimmm! É sua mãe, quem mais poderia ser? Amor nenhum faz chamadas por telepatia. Amor não atende com hora marcada. Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase galinha, sem disposição para relacionamentos sérios. Ele passa batido e você nem aí. Ou pode chegar tarde demais e encontrar você desiludido da vida, desconfiado, cheio de olheiras. O amor dá meia-volta, volver. Por que o amor nunca chega na hora certa?  Agora, por exemplo, que você está de banho tomado e camisa jeans. Agora que você está empregado, lavou o carro e está com grana para um cinema. Agora que você pintou o apartamento, ganhou um porta-retrato e começou a gostar de jazz. Agora que você está com o coração às moscas e morrendo de frio. 



O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina. Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos pra você. Ou então fica arrasado porque não foi pra praia no final de semana. Toda a sua turma está lá, azarando-se uns aos outros. Sentindo-se um ET perdido na cidade grande, você busca refúgio numa locadora de vídeo, sem prever que ali mesmo, na locadora, irá encontrar a pessoa que dará sentido a sua vida. 

Clarice Lispector + Novidades

12 julho 2012

       Oi meus amores, Férias e preguiça. pra quer melhor? Claro que tem coisa melhor, o BLOG GAROTA IRÔNICA está quase fazendo aniversário de um ano, meu bebê ta crescendo, e claro o presente quem ganha é vocês, durante essa semana que antecede o aniversário, fiquem ligadas nas novidades daqui do blog.
                        Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles.
                      Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos!. Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. 
                     Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos."

Brilho de uma amizade

05 julho 2012

               
                 Quando o sol bateu em minha janela, uma chuva de lembranças invadiram a minha mente, tenho certeza de que devia procura-ló. Lembrei do seu toque, do seu cheiro espalhado pela casa, no sofá ou na cozinha, lembrei-me de quando ''dizíamos'' que eramos um. Ilusão. Nem tudo na vida pode ser esquecido, com o tempo deixamos de nos importar com nós mesmos. Amigos. Ah, que palavra bonita, nos completávamos um gostava do  que o outro gostava, não somos as duas metades da laranja, nem pensamos nisso, isso é .estranho demais para nós dois. Admito, sinto saudades de você, saudades de quando cantávamos, dançávamos e brigávamos, por besteira, porque sempre terminava em abraços e pedidos de desculpas.

Nunca Aconteceu

28 junho 2012


                     De todos aqueles dias seguintes, só guardei três gostos na boca – de vodca, de lágrima e de café. O de vodca, sem água nem limão ou suco de laranja, vodca pura, transparente, meio viscosa, durante as noites em que chegava em casa e, sem Ana, sentava no sofá para beber no último copo de cristal que sobrara de uma briga. O gosto de lágrima chegava nas madrugadas, quando conseguia me arrastar da sala para o quarto e me jogava na cama grande, sem Ana, cujos lençóis não troquei durante muito tempo porque ainda guardavam o cheiro dela, e então me batia e gemia arranhando as paredes com as unhas, abraçava os travesseiros como se fossem o corpo dela, e chorava e chorava e chorava até dormir sonos de pedra sem sonhos. O gosto de café sem açúcar acompanhava manhãs de ressaca e tardes na agência, entre textos de publicidade e sustos a cada vez que o telefone tocava. Porque no meio dos restos dos gostos de vodca, lágrima e café, entre as pontadas na cabeça, o nojo na boca do estômago e os olhos inchados, principalmente às sextas-feiras, pouco antes de desabarem sobre mim aqueles sábados e domingos nunca mais com Ana, vinha a certeza de que, de repente, bem normal, alguém diria telefone-para-você e do outro lado da linha aquela voz conhecida diria sinto-falta-quero-voltar. Isso nunca aconteceu.

Caio fernando abreu

WEB NOVELA: Anabelle

25 junho 2012

             
           As batidas constantes da música pesada faziam um efeito anestesiante no corpo de Anabelle. Com um copo de tequila na mão, seus quadris se moviam de um lado para o outro, sem pudor, sem medo, sem vergonha, sem casa, sem teto e sem família, Anabelle vivia sua vida plenamente, apagando memórias do seu passado com drinques pesadíssimos e substâncias ilícitas. Do outro lado da boate ele a observava sentado no bar fumando apenas um cigarro, Guilherme esboçava um sorriso torto, crescera com elas, pessoas perdidas que precisavam ser encontradas. 
            Ele adorava encontra-las. Apagou o resto do cigarro que deixou, levantou-se indo em direção á mulher que seus olhos vigiavam desde o momento em que a viu. Não foi preciso palavras, os gestos falavam por si só. Ele a puxou pela nuca, esmagando instantaneamente seus lábios contra os dela. Anabelle deixou ser beijada, pois estava acostumada com aquilo. Envolveu seu pescoço com os braços e correspondeu ao beijo, sentindo o álcool, correndo por suas veias. 
              Anabelle acordou no outro dia no quarto de um motel suas mãos molhadas de sangue e parte do seu corpo, horrorizada olhou ao redor, não viu corpo algum catou suas roupas e saiu as pressas do quarto mais não se deparou com a melhor cena de dua vida sutil, fluía sangue pela escadaria, como chegou ali? Não sabia. Não lembrava, a cabeça doía. O seu mundo girou e girou, sentindo a sensação que aquela era a vida que sempre sonhou, uma assassina, sem lembranças de suas vitimas ou suas mortes. Essa era ela: Anabelle.

WEB NOVELA: Dança Comigo?

15 junho 2012

               
                 -Dança comigo?- Ele perguntou.
             Com aquela voz agradável que sempre me fazia tremer. O encarei perplexa. Lúcio não parecia o mesmo rapaz que eu amei a cada instante da minha existência, Agora ele não possuía mais os olhos rodeados de olheiras, nem os cabelos bagunçados. Parecia estar tão saudável e feliz. Sem contar que o brilho dos seus olhos azuis era mais intenso do que nunca.
               Mais ainda assim, nada poderia me fazer esquecer o quão maligno ele foi quando me rejeitou todo o amor que eu tinha, dizendo - me apenas que eu não era o suficiente para ele '' Mas, porque não?'' eu perguntei, e ele me ignorou como de costume, agora ali, rodeados das mesmas pessoas e com um sorriso imenso no rosto, Lúcio me chamara como se realmente estivesse interessado em dançar comigo e quem sabe puder desculpar- se por as lágrimas que ele fizera derramar todas as noites antes de dormir.
          Minha pulsação acelerou e minhas pernas tremiam, como eu queria dizer '' é tudo o que eu sempre quis'', mas eu não podia, eu tinha de ser mas forte do que isto.
            - Sinto muito- falei, enquanto uma dor imensa saia de dentro de mim de acordo com as palavras eram pronunciadas - Você teve sua chance e desperdiçou. Agora, por favor, procure o que fazer, eu não costumo falar com desocupados.
            E com o tilintar do meu salto abandonei o salão, deixando-o sozinho, com a mesma cara de taxo que eu fiquei ao receber uma resposta parecida com aquela a seis meses atrás. Uma estranha sensação passou por mim, mas logo ela se foi quando eu observei meu novo amor do outro lado do salão, me esperando.
              - Dança comigo? - ele perguntou e desta vez assenti, sem protesto algum.
          E juntos dançamos pelo salão deixando algumas moças solteiras com olhares invejosos e alguns rapazes boquiaberto, mas um em especial me chamou a atenção, se este não fosse o jovem sem coração que eu conhecia, poderia dizer que por um momento, quando a luz refletiu seu rosto, eu vi um liquido descer dos seus olhos, mas Lúcio não chorava. Jamais.


What's your name?

30 maio 2012



     Eu mudei. Passou-se o tempo em que pensava que não seria capaz de esquecer, de ficar bem, de sorrir. Passou-se a época em que me achava menos que qualquer outra pessoa, que pensava não ser o suficiente. Agora eu me cuido. Penso mais em mim – e às vezes, só em mim. Olho no espelho e vejo algo agradável, nem que eu tenha que procurar em todos os fios de cabelo um que seja completamente liso, ou mais encaracolado, ou talvez até mais claro. Nem que tenha que olhar no fundo de meus próprios olhos e achar a cor deles encantadora. Agora procuro uma roupa que se encaixe no meu corpo como minhas mãos se encaixavam perfeitamente nas suas. Finalmente passei em acreditar em mim, orar pra mim, olhar pra mim. Afinal, se eu não fizesse isso, quem é que faria? Mas eu sou assim mesmo, toda complicada, imperfeita, teimosa e quebradiça.
     Como um copo de vidro bem fininho, que quando você o tem nas mãos, dá a impressão que se apertar demais ele pode se partir em trezentos pedacinhos. E ao mesmo tempo como uma bomba relógio pronta para explodir a qualquer minuto e destruir tudo e todos que estão a sua volta. Sou um livro que ninguém quer ler até o final.  A chuva que todos esperam que passe logo.  A peça do quebra-cabeça que você demora a achar onde se encaixa. Mas não desiste de mim, por favor. Por mais que eu seja toda errada desse jeito, no fundo, bem no fundo, existe aquela garotinha que só precisa de um pouco de cuidado e uma caneca de chocolate quente no frio. Alguém que só quer cuidar e ser cuidada. Amar e ser amada. Embora o que transparece ser é só uma pedra fria e insignificante como todas as outras, se você tiver paciência para cavar, achará o diamante que te garantirá tudo o que você sempre sonhou.

EM CASA: Privacidade

30 abril 2012

Meninas, estou aqui super indicando o blog da Nicoli que é o Garota Adolescente Estilosa, e pra mostrar pra vocês o tanto que vale a pena, fazer uma visitinha lá e que o blog, fala de tudo um pouco, aqui está uma postagem dela, sobre um assunto que rola em todos os dias.
           Sabe, acho que privacidade é uma coisa que todo mundo deve ter. Por mais que muitos pais tenham medo de que os filhos arranjem más companhias pela internet, ou pensem que é algum pedófilo ou algo assim, é normal os pais se preocuparem com os filhos, ainda mais no mundo de hoje. Mas eu acho que tudo tem um limite. Acho super errado aqueles pais que controlam tudo o que os filhos fazem tipo: as conversas no msn, orkut, ou qualquer rede social. E a privacidade? Acho uma falta de respeito, sério mesmo. Eu sei que é ótimo ter pais que se preocupem com nós, mas aí ficar vasculhando e lendo as coisas dos filhos? Ou querer ficar lendo as mensagens no celular, ou o teu diário, ou algo assim. E tem pais que fazem isso sim.
             Mas eu acho que na hora que alguém tem acesso a internet, por exemplo, ela tem que se cuidar sim. E antes disso eles já tem que tá informados, avisados, porque se o pai conversar com o filho na boa, avisar tudo que acontece no mundo virtual, é óbvio que o filho vai tomar cuidado. Não tô querendo julgar o certo e o errado, só acho que mexer nas coisas pessoais dos filhos é muita falta de privacidade, e confiança também. Porque não adianta, os pais tem que confiar nos filhos, porque se não for assim, nunca terão um relacionamento saudável. Ai os filhos vão acabar digamos que assim, com ódio dos pais, por não deixarem ele fazer nada, por lerem as conversas dele no msn, ficarem mexendo nas coisas pessoais dele e tudo mais. E é ai que muitas vezes surge a revolta, rebeldia.
               E privacidade não é só isso também, acho também que os pais tem que aceitarem que o filho cresceu, que não é mais a criancinha deles. Porque é assim mesmo, ainda mais agora na adolescência. Os pais não podem querer controlar tudo e querer que seja tudo do jeito que eles acham que são. Acho que precisam dar um limite pro filho, pra saber até aonde ele pode ir. E claro, respeitar a privacidade dele e acima de tudo confiar no filho.E cá entre nós, por mais que eu ame demais minha mãe e meu pai, agora nessa fase da vida a vontade que a gente tem (pelo menos eu) é ficar trancada no quarto, sozinha, ouvindo uma música bem alta, cantando que nem uma louca, conversando no msn com namorado e amigas. Sair pra encontrar a galera, ou algo assim. Aí eu lembro de quando eu era pequena, nossa, não largava meus pais nunca... aí agora é desse jeito sabe. No fundo é meio estranho, mas é a vida. E apesar disso, eu amo muito eles, mesmo que já tenham ultrapassado minha privacidade as vezes, eu sei que no fundo o que eles sentem é saudade da filhinha deles que cresceu.
               Enfim, se teus pais não te dão nenhuma privacidade o melhor método é conversar com eles, falar que eles precisam confiar mais em ti, te dar mais privacidade, porque agora tu cresceu, não é mais aquela criancinha de sempre, porque as coisas são assim, tudo passa. E por mais que seja difícil para os pais, eles tem que aceitarem e claro, respeitar a privacidade do filho, tendo confiança sempre.

Deixa disso menina

24 abril 2012


Meninas, vi esse texto no blog Depois dos Quinze e achei muito lindo e verdadeiro, resolvi mostrar pra vocês.
                    Vi você outro dia em um canto sozinha. Estava triste e pensativa. Faltava algo. Na hora, pensei em chegar perto para perguntar se alguma coisa havia acontecido. Mesmo com a nossa distância e aquelas palavras ditas no fim do inverno, me preocupava com você. Antes de ir, me perguntei onde ele poderia estar. Queria ter certeza que não chegaria e não nos encontrasse juntos. Sabe-se lá porque, ele fez da nossa amizade um erro. Você, infelizmente, acreditou. Instantes depois, ele chegou e te puxou pra perto. Em silêncio, seguiram juntos. Te vi sumir, não no horizonte, ao lado dele. Pra bem longe. Então, naquele momento decidi que escrevia essa carta. Sei que você já não me escuta, mas se ainda se importar, quero que leia com atenção e se lembre de como era sua vida há três anos.
                  Antes de tudo, desliga logo esse celular. Não precisa mais esperar aquela ligação pra sempre. Às vezes, ele simplesmente não se importa ou por saber que você estará sempre do outro lado da linha, demora tanto. Por acaso, adianta passar por cima de tudo o que sente por um final feliz que só dura uma noite? Aposto que agora mesmo você está aí pensando em como será a próxima discussão, com o coração picado e misturado com pequenos cacos de vidro que ele, repito ELE, deixou cair. É sempre o mesmo do mesmo, como não se cansa?Te vejo perdendo-se todos os dias, cada vez mais e mais. Não sei o você enxerga no espelho, mas te juro, essa realmente não é você ou quem você planejou ser.
                  Sabe, dia desses lembrei de quando você era realmente sozinha. Da maneira que sorria sem medo de estragar tudo. Do batom vermelho e dos sapatos com estampa de estrela. Você ainda os guarda em algum lugar ou se desfez porque ele achava que brilhavam demais? Eu amava você assim.O que o amor fez com você menina? Que desperdício de alma, de tempo, de vida. Aprende logo, pra sofrer menos e se gostar mais: O amor não é uma gaiola. Muito pelo contrário, ele liberta. Nos permite ser tudo aquilo que queremos ser. Sair finalmente da nossa triste solidão interior, e mostrar pra alguém, o que poucos sabem.
               Não estranhe essas palavras escritas de mau jeito em um pedaço de papel qualquer. Só queria te fazer entender que não existem motivos pra você gastar um segundo amando quem não ama quem você é. Agora mesmo tantas histórias estão sendo escritas, e você continua aí, vivendo de lembranças que nem existiram de verdade. Contentando-se com restos, e abrancando quem só te vira as costas. Deixa disso logo menina.

Esperanças perdidas

31 março 2012



 Ok! Eu confesso que mesmo depois de ouvir trezentos conselhos de amigos e dizer que iria segui-los e de te esquecer  finalmente, mesmo depois de reunir todas as provas possíveis de que nós não daríamos certo nunca e nem por um segundo, mesmo depois de ver você com outras garotas, rindo e sendo feliz sem mim, ainda sou completa e irrevogavelmente apaixonada por você. Ainda sonho com o dia em que nós vamos estar em pé no altar de uma igreja, você de terno e eu com um vestido branco e lindo, com o dia em que iríamos contar aos nossos netos histórias sobre o passado, na nossa casinha branca de persianas amarelinhas.
 Ainda penso em você antes de dormir e de brinde deixo você aparecer nos meus sonhos. Ainda conto as horas pra poder te ver de novo e fico repassando mentalmente nossas conversas, vez ou outra acrescentando mais um pedacinho romântico só pra poder ficar suspirando depois. E, embora eu saiba que nada disso tem a menor possibilidade de acontecer, não consigo deixar que a chama da esperança se acendesse aqui no meu coração toda vez que você respira perto - ou até mesmo longe de mim.

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